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Vive la Liberté! Ditaduras nunca mais!

Por Antoniel Alves em 05/02/2021 às 10:55:54
Antoniel Alves é o novo colunista do br324

Antoniel Alves é o novo colunista do br324

O país foi surpreendido, mais uma vez, com uma fala impactante do presidente da república do Brasil, "quem decide se o país vai ser uma democracia ou uma ditadura são as forças armadas...", disse ele.

Não "cara pálida"! Quem decide em que regime quer viver é seu povo livre. "Temos nojo de ditaduras".

"Tenho nojo da ditadura!" com esta forte afirmação o então presidente da Assembleia Constituinte, o eterno Ulisses Guimaraes introduzia o mais belo regime de Estado no qual se pode viver, a DEMOCRACIA.

Como tenho dito, é preciso que se fale para nos aproximarmos ao máxima da verdade e, não se cometa as atrocidade de outrora, e aqui me refiro à sombra de regimes ditatoriais que permearam as Américas ao longo dos anos 70 a 90, tendo sido derrocado nos idos de 1985, aqui no Brasil, quando, por eleições indiretas, a Assembleia Nacional elegera o então deputado Tancredo Neves para presidente por um período transitório no qual o país estabeleceria ama nova ordem democrática, com a elaboração e promulgação da Constituição de 1988. Tempo de gloria, nos quais o Brasil foi mobilizado de Norte ao Sul, de Leste ao Oeste para a construção da democracia, sim, a democracia se constrói, um regime de governo se constrói. É deste tema que trataremos com os leitores do site BR324Noticias.

Numa pequena cidade do interior da Bahia chegou à novidade, vamos ter uma nova Constituição, disse a professora da escola católica, a Irmã Dora. -Mas, o que é uma Constituição? Perguntou um dos seus catequizando, um pequeno menino de 11 anos de idade. - É uma carta onde está escrita a liberdade de um povo. Afirmou a professora, com seu sotaque sulista, para aquele pequeno aulista que, em verdade, nada compreendera.

Naquela mesma tarde, o pequeno aluno voltara ao convento onde se ministravam as aulas de catequese à procura da freira que lhe dera a boa nova, frustrado, depara-se com uma outra, missionária a quem tratava carinhosamente por Nery. – Irmã, o que é uma Constituição? – É o livro da democracia! Afirmou a missionária. – Todos devem participar de sua construção. Completou a jovem moça. Eu também posso participar? – Todos, eu disse todos. Retrucou a igrejeira.

Daquele dia em diante, tomado pela curiosidade, o pequeno curioso passara a acompanhar os movimentos que se sucederam na construção do "novo livro da democracia".

Como é a ordem natural das coisas, o menino crescera e começara a tomar conhecimento de que, em outros países não havia a democracia e que os regimes que por lá se implantara perseguiam, torturavam, matavam e, quando não matavam, desapareciam com aqueles que se opusesse às ordens de seus governantes, todos eles, militares.

No ano de 1989, começara a acompanhar o que acontecia em El Salvador, país que, àquela altura, enfrentava uma década de ditadura imposta pelos militares. Naquela ocasião, a igreja da América Latina, se preparava para celebra uma década do brutal e covarde assassinato do Monsenhor Oscar Romero, um dos grandes símbolos da resistência civil salvadorenha, mais 42 pessoas no decurso de seu funeral. Dom Oscar Romero, foi alvejado enquanto celebrava a missa dominical. Naquele momento, duas histórias se fundiam: o sangue do Cordeiro Imolado (como creem os cristãos) e o sangue do mártir da ditadura de El Salvador.

Passou o menino a acompanhar as rodas de conversa, grupos de debates e notícias que aprofundasse os assuntos DEMOCRACIA (liberdades) versus DITADURA (repressões) e, chega à conclusão que, se hoje temos democracias ao redor do mundo, estas foram conquistadas à custa de muitas lutas, ao custo de muitas vidas.

Agora, na idade adulta, escreve a este seleto grupo de leitores do BR324Noticias, para contrapor a toda e qualquer ordem que não seja a ordem democrática.

Ao insulto democrático externado pelo presidente da republica há apenas uma resposta: não presidente, não são os militares que definem se um povo viverá sobre democracia ou ditadura, quem define é o próprio povo que, aliás, já o fez, na década de 80, muito bem expressado na Constituição Cidadã Brasileira.

Está na Constituição Federal toda a ordem que conduz ao regime de governo ao qual o povo brasileiro está submetido. Agir fora da Constituição é submeter o povo aos caprichos de poucos e ao limbo (neste contesto incerteza).

Fora da Constituição restará o absolutismo banido, de há muito, do Brasil.

Quanto aos homens de farda, para os quais se apela tanto respeito, é imperioso afirmar que estes o merecem, no entanto, é supletivo que se esclareça que, nem estes, nem qualquer outro cidadão, seja por condição de raça, cor, condição social, nacionalidade ou titulação, são superiores a nenhum de seus concidadãos brasileiros, em outros termos, nem mesmo os militares devem se comportar fora do que determina a Carta de 1988.

Abaixo a todo tipo de ditadura e totalitarismo!

Viva a liberdade e a democracia!

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